sábado, 17 de fevereiro de 2018

Os dramas de uma autora Part II

Hello fofinhos do meu coração!! Como estão? Saudades? Eu, muitas. Faz tem tempo que não posto, né? Eu tava meio na bad, mas isso já passou, graças a deus!
    O post de hoje é sobre os dramas que autoras perfeccionistas (ou quase) como eu sofrem. Não é nenhuma reclamação, inclusive… Só para constar, estou de muito bom humor… Não, o post é mais como um desabafo mesmo.
    Ser ficwriter é bom, especialmente se você é aspirante a escritor como eu, mas tem que começar do jeito certo, viu? Porque senão, depois é só dor de cabeça. Eu tenho o quê umas 32 fanfics postadas só no Spirit? Por aí e vem mais em breve…  A questão é que muitas delas estão sem capas e isso é um saco porque as pessoas julgam sim o livro pela capa! Quando comecei a postar no site, eu não ligava muito com capa, acho que ninguém que eu conhecia, ligava, mas, de repente, ter uma capa bonitinha feita por design se tornou obrigatório – ao menos, se você quiser ser considerado um autor fodão -. Eu sei que há quem discorde que para uma fic ser boa, precisa de uma capa maravilhosa, até porque tem histórias que só tem título e capa mesmo, e quando você vai ler o conteúdo, se depara com um monte de merda bobagem. Mas, por outro lado, você vai concordar que dá vergonha apresentar suas queridas histórias com qualquer capa quando tem tanto autor por aí que encomenda capa, teaser, sinopse e etc tudo bonitinho, né? :/
    Eu comecei a ficar com vergonha, poxa! Rsrs. Por isso, estou sofrendo atrás de designers… Pense numa garota que vigia os jornais do SS como um cão farejador atrás de uma capista?! Tem aqueles sites como Burn Edits e Designs Anyway, mas a maioria saiu do ar ou está com os formulários fechados, com exceção dos dois que eu citei acima, mas novamente… A maldita vergonha porque eu fico sem graça de encomendar um design atrás do outro, fica chato, eu acho… As designers devem até estranhar quando não veem meu nome ali. Kkkk.
    Uma vez que se encomenda a capa tem de se ter paciência porque demora e eu até entendo os motivos das designers/capistas e para as fics finalizadas eu nem tenho mais pressa, mas para as novas…
    Pra não acumular mais fanfics sem capas, agora, só estou postando as novas histórias depois que recebo suas capas.  Outra coisa que estou fazendo é escrever as fics em off porque criar um capítulo por dia em cima da hora não é pra qualquer um. Eu tenho uma vida fora do computador, obrigações e cada vez mais compromissos, de forma que anda sobrando pouco tempo para me dedicar a esse tipo de escrita espontânea.
    A forma que encontrei foi mudar o formato das minhas histórias, reduzindo-as para no máximo 25 capítulos (cada um com no mínimo mil palavras e no máximo duas mil), já dá um livro de 200 e poucas páginas.
    Quanto as interativas, eu sempre gostei de trabalhar com esse tipo de fic porque…

●Atrai mais leitores.
●Os personagens criados pelos leitores acrescentam muito à história e, às vezes, você percebe que é bom cocriar com alguém para que os personagens não fiquem todos iguais.

Mas o lado ruim de interativas é que…

●Nem sempre o leitor é específico na descrição do personagem e quando percebe um erro no que era pra ser o personagem perfeito, em vez de entrar em contato com o autor e pedir uma alteração no personagem, ele simplesmente, desiste de acompanhar a fic.
●Às vezes, você deixa de dar uma vaga para uma pessoa pra dar a outra e a infeliz some sem nem lhe dar uma explicação. Nessa hora, se a fic tem um serial killer, por deus do céu, dá vontade de matar a personagem da pessoa. >:/
●Por ser interativa, isso limita um pouco sua criatividade, pois você, nem sempre pode fazer o quer com determinados personagens (o mesmo vale para quando se escreve em parceria).

Por essas e outras, eu vou fazer menos interativas e quando fizer, eu sei pra quem vou oferecer fichas, pra pessoas que estão sempre ali me acompanhando do início ao fim, eu não digo acompanhando em todas as histórias porque eu tenho consciência que nem todas as minhas histórias agradarão a mesma pessoa, mas eu acho assim… Quando você cria um personagem pra uma fic tem de comentar nem que seja quando seu personagem aparece, e se não gosta da história, pode falar… Críticas construtivas são sempre bem vindas. Nem só de elogios vive um autor, né?
    A falta de comentários também é foda, viu? O pior é saber que tem gente favoritando e lendo a sua história, mas comentar que é bom? Só quando pensam que você morreu (ou seja quando você atrasa a postagem da história). Poxa! Tem leitores que são muito ingratos e não levam em consideração as horas que os autores passam em frente ao computador, rindo, chorando, berrando (é, a gente é louco assim quando escreve kkkk) enquanto escrevem um capítulo para no final não receber nenhum comentário. :C
    Desse jeito eu vou voltar a ser apenas blogueira porque os leitores dos blogs são mais carinhosos e fiéis. Às vezes, estou triste e recebo cada comentário fofo em A Dança Das Fadas que me sinto especial. Queria que os leitores do SS fossem um pouquinho mais assim, que dissessem o que acham dos personagens, da história e etc. Isso não acontece só comigo, sabe? Já vi muitas autoras que apagaram fics maravilhosas justamente por falta de comentários. Acho que às vezes, compensa mais postar no Wattpad porque lá os leitores não tem medo de interagir com os autores, de fazer brincadeiras, de defender seus shipps com unhas e dentes. Se você que está lendo este post é leitor no SS, não deixe de comentar suas histórias favoritas no site. Faça feliz um autor ou autora! Não tenha medo de falar que alguns personagens deveriam morrer ou que adora isso e aquilo. Sei que tem autor que fica muito na defensiva, sempre justificando as más ações de seus vilões, mas ainda assim, você é leitor ali e pode e DEVE dar a sua opinião porque o melhor presente para um autor é saber que alguém leu o que ele escreveu e, mais ainda, saber se agradou ou não.
    Bem, eu vou ficando por aqui… Esperando pelas minhas preciosas capas! Rsrs.

Beijos.

sábado, 13 de agosto de 2016

Os dramas de uma autora - Parte I


             Não sei o que está havendo ultimamente, mas só ando me ferrando e o pior é que eu não entendo porque se ando fazer as coisas do jeito que acredito ser certo... Primeiro, foi com a minha fanfic... Estou escrevendo em parceria com umas garotas e tem uma delas que desde o começo não tem colaborado muito, acho que até hoje, ela só escreveu umas duas vezes quando pedi. Quando não são os problemas pessoais é a internet dela... Até aí eu sou compreensiva porque minha vida também é cheia de altos e baixos e minha internet vive morrendo. Mas ainda assim dou um jeitinho de postar. Coloco créditos num chip comum e conecto no modem e já consigo me conectar rapidinho umas três vezes. Sabe? Não sai caro... Uns dez reais no máximo e uns seis no mínimo, dependendo da operadora. Também não me considero exigente nem chata como parceira. Tipo, eu dou um roteiro pronto e peço apenas para a pessoa trabalhar em cima daquela base, ex: “escreva sobre uma menina que brincou sozinha com um Ouija e sem querer contatou um demônio e se ferrou”... Fora os menores detalhes. E sempre deixo claro que se a pessoa tiver ideia melhor pode acrescentar isso à história livremente. Ou seja, eu faço o que posso para deixar a pessoa confortável, mas quando dois não querem, não acontece. Uma pessoinha aí não contribuiu muito comigo e como sempre não me entregou a porcaria do texto a tempo – só pra vocês entenderem a gravidade da coisa, era um dos capítulos chave da história, o que daria o UP, e combinamos de escrever todas juntas, ao estilo RPG – enquanto todas levaram a sério, uma pessoinha aí não levou e como eu, burra ingênua que sou não salvei a merda de uma cópia e ainda apaguei todo o histórico da minha caixa de mensagens, fiquei de mãos atadas. Então, só tive três saídas: encher o saco da pessoinha pra ela me enviar o texto, pedir às outras que escrevem tudo de novo e incluindo a parte da outra autora, ou eu mesma fazer isso. Eu esperei um tempo para ver se a pessoinha se manifestava, mas ela não se manifestou, fiquei chateada e escrevi tudo eu mesma. Resultado: uma das autoras se zangou comigo porque eu não incluí as partes dela no capítulo, outra autora me defendeu e deu treta, amiguinhos. O pior disso é que fiquei no meio e odeio ficar no meio de brigas. Sério, me sinto muito mal. Eu errei em proteger a autora que não me enviou o texto? Errei, mas como eu ia assumir pras outras que não estava conseguindo lidar com ela? Eu fiquei com vergonha por um lado... E pelo outro tentei ser compreensiva, por conta dos problemas que ela tem enfrentado, mas o que a gente ganha sendo boazinha? Porra nenhuma! Agora tá dando o maior trabalho lidar com as outras autoras que são boas garotas e levam a sério o que fazem, fora que dá até desgosto de atualizar uma fic assim. Era pra DS ter três temporadas, mas por conta disso tudo só vai ter uma mesmo. O bom desse lance de escrever em parceria é que agora eu sei com quem eu posso ou não contar futuramente e quem eu NÃO posso contar. Eu vivo dizendo que escrever para mim é mais que um passatempo, é minha paixão. Se eu estivesse no corredor da morte, meu último pedido seria escrever. Eu superaria qualquer desgraça na minha vida, ficar paralitica, muda, surda, etc, mas não ficar cega ou perder o movimento das minhas mãos. Se um dia eu por algum motivo não poder mais escrever, pode ter certeza que tiro a minha vida porque não vai mais me valer de nada. Não quero fazer parceria com pessoas que não amem escrever tanto quanto eu amo. Pra mim não existe essa coisa de crise de inspiração. Tudo pode escrito, seus sentimentos, seus pensamentos, seus sonhos, seus medos, etc. Não existe história ruim quando esta é escrita com o coração e todas as minhas são. Eu passo madrugadas inteiras, rindo ou chorando enquanto digito e compartilho tudo o que sou com meus leitores. Pode acreditar que em cada texto, em cada personagem, tem um pedacinho de mim. Quando eu morrer um dia, não sei se deixarei saudades, mas com certeza, deixarei minhas histórias. Talvez eu nunca chegue a publicar um livro de verdade nem me tornar famosa, tampouco ambiciono isso, mas pode ter certeza que enquanto tiver alguém disposto a ler o que escrevo – e mesmo que não haja -, eu escreverei. Esse é meu dom. Eu não trocaria por nada no mundo. É claro que me dói olhar para os livros nas bancas e pensar que o meu poderia estar ali, mas eu faço o que posso com o pouco que tenho. Talvez uma fanfic seja pouca coisa pra maioria, mas não pra mim. Só deus sabe o quanto fiquei emocionada quando descobri o universo das fanfics e quando surgiram minhas primeiras leitoras e os primeiros comentários... Até hoje, eu lembro os nomes das minhas primeiras leitoras. Eu me considero sortuda pelo pouco que conquistei até agora porque vejo a quantidade enorme de boas autoras – melhores que eu até – que não conseguem segurar nem a metade dos leitores que favoritam suas histórias, até o fim. Eu consigo. Isso já é uma vitória. Escrever uma boa fanfic não é fácil, você tem que atualizar com certa frequência, ousar e tomar decisões difíceis referentes aos personagens e ao enredo em si. No fim, você sabe se valeu a pena ou não, pela quantidade e qualidade de comentários. Eu vibro a cada comentário positivo que recebo e acredito que isso vale mais que dinheiro porque os leitores de uma fanfic sempre serão mais sinceros que os leitores de um livro. Quem gasta dinheiro com um livro tem que gostar ou gostar, afinal... Saporrah custou dinheiro (eu sei, meus três volumes de Fallen estão guardados só esperando para serem trocados com a minha prima quando eu a encontrar). Eu diria até que o universo das fanfics é como uma escola para os aspirantes a escritores. Claro que os livros ajudam, mas um bom escritor não se faz apenas na teoria e sim na prática. Tem de dar a cara a tapas, encarar os outros e é o que faço. Infelizmente nem todo mundo compartilha da mesma paixão e nem do mesmo propósito.
           Já enviei o original de Damas Sangrentas para três editoras e as três me fizeram boas propostas, mas não aceitei porque não me sentia e nem me sinto segura ainda pra publicar um livro. Eu ainda tenho muito o que melhorar e sei que um livro não é só uma brincadeira. Hoje em dia, todo mundo publica livros sobre qualquer coisa, mas eu não sou todo mundo. Quando for estrear pra valer como escritora, eu quero me sentir segura, segura o bastante pra encarar meu público de frente. Por enquanto eu não tenho coragem de mostrar minha cara nem no You Tube (e olha que sou louca pra fazer um canal), então não dá. Ser uma escritora exige ter coragem a menos que eu use um pseudônimo (o que eu detestaria fazer), e devo admitir, me falta coragem e autoconfiança por enquanto, e também, eu gostaria muito de realizar um outro sonho primeiro... Bem... Dois sonhos, na verdade; ser mãe e me formar como enfermeira. Daqui dois anos terei me formado e vou dar um jeitinho de adotar (ou com um pouco de sorte conhecer um cara legal e me casar) um bebê, daí sim, eu vou publicar um livro (talvez saia antes, mas não garanto). É isso o que mais quero pra minha vida no momento. Não vou deixar nada nem ninguém me impedir de realizar isso.

              Eu peço desculpas a você, Bruno por ter publicado seu rascunho sem permissão. Eu devia ter perguntado antes, mas fui um filhote de elfo. Desculpa? Nunca mais faço. Juro. L

          E aos meus leitores, eu sei que não são muitos, mas eu gosto ainda assim de cada um de vocês... Vocês sempre me aturam e eu sou tão chata, às vezes, né? :/  Hahah. Sintam-se todos abraçados, seus lindos.

sábado, 30 de julho de 2016

Para meu futuro amor

"Eu tenho aquela tristeza, tristeza de verão" Summertime Sadness, Lana Del Rey.

       É difícil expressar em palavras tudo o que sinto. Sei bem que o velho dá lugar ao novo e que quando perdermos algo é porque os deuses planejam colocar outra coisa melhor em nosso caminho. Não me sinto triste por ter perdido 'ela' mas me sinto solitária agora, ouvindo Summertime Sadness, Born to die, Cry baby (Melanie Martinez) e My heart is broken (Evanescence), eu me pergunto: Algum dia, vou viver um amor intenso e verdadeiro como nos filmes? Alguém vai segurar minha mão quando eu estiver feliz ou me abraçar quando eu estiver triste? Se nossos pensamentos tem poder, devo me manter positiva e acreditar que na hora certa esse alguém especial aparecerá em minha vida. Mas eu não sei como vai ser. Pensando nisso, dedico este post ao meu futuro grande amor, seja quem for.
 
 
        Meu (minha) querido (a), ainda não sei como e nem quando vamos nos conhecer, se vamos esbarrar um (a) no  (a) outro (a) ou se já nos conhecemos mas ainda não reparamos um (a) no (a) outro (a), mas sei que vou te amar muito e que NUNCA vou falhar com você como falhei com os outros porque você será a pessoa certa para mim e nosso amor será leal e recíproco. Confiaremos um (a) no (a) outro (a) e teremos certeza de que pertencemos um (a) ao outro (a) e nada nem ninguém vai nos separar, eu prometo, meu amor. Juro pelas lágrimas que escorrem pela minha face nesse instante e pelo meu coração que bate ferido em meu peito. Nossos planos talvez não sejam os mesmos, mas se complementarão, tenho certeza. Nós vamos ficar juntos (as). Vamos nos prender num forte e desesperado abraço e nunca nos separaremos. Nossos lábios... Seus lábios... Sonho com eles desde já. Onde você está? Será que também sonha comigo como eu sonho com você? Sei que mal posso esperar pelo dia em que nossos caminhos se cruzem, porque finalmente me sinto pronta para entregar meu coração. 
 
 
      Sabe, antes eu costumava temer o amor justamente porque tinha medo de sofrer depois, mas, agora, finalmente entendi que é impossível aprender sem errar, que é impossível amar sem se machucar. Mas também temos que aprender a perder e abrir mão de quem já não nos serve mais porque é injusto com nós mesmos. Sei que no futuro, quando eu estiver ao lado de outra pessoa, voltarei aqui e lembrarei dessas palavras, que é preciso perder para ganhar. Eu já não penso mais no passado e de coração, perdoo a todos que, um dia me fizeram mal, mas não os aceito novamente em minha vida. Não tem porque manter roupa velha que não me serve mais guardada em meu armário. Eu quero seguir em frente sem olhar para trás e crescer. Finalmente me sinto pronta para crescer tanto mentalmente quanto emocionalmente. Já não tenho mais medo da vida como antes, e quando penso no tipo de mulher e mãe que quero ser, percebo que ainda perderei muito antes de chegar lá... Mas é assim mesmo... É preciso perder para ganhar. A vida é tão linda e de jeito nenhum vou me fechar para ela ou manter meu coração preso a uma gaiola. Vou lutar pelos meus sonhos, mas manter os pés no chão. Talvez alguns sonhos se percam no caminho, mas não todos... Eu sei que vou plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho e encontrar a pessoa certa para mim. Talvez leve algum tempo, porque sou meio devagar para algumas coisas... Mas Pessoa Certa quando você aparecer não tenha medo de sorrir para mim e dizer que é você porque eu estou te esperando, sempre estarei te esperando. Não importa quanto tempo leve... Nem que a gente esteja velhinhos no asilo, quando nos encontrarmos nos completaremos, meu amor. Te amo desde já, mesmo que não te conheça.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Como lidei com minha opção sexual

 
Quando eu era criança, me sentia mais à vontade brincando com os meninos que com as meninas. As garotas, na mina época, eram chatas e esnobes - não muito diferentes de Ambre, Li e Charlotte (do jogo AD) -. Já, os meninos, por sua vez, eram descontraídos, bem humorados e não te julgavam por você não usar a bolsa da moda ou não ser e se vestir de um jeito. Com eles, eu podia ser eu mesma e me sentia como se eu fosse um deles. Eu simplesmente cansei de tentar ser como as outras garotas e ser esnobada por elas. Minha infância não foi uma das melhores, ainda mais na escola. Sofri muito na escola quando eu era criança. 
    Mesmo sendo esnobada pelas outras garotas, eu nunca deixei de admirá-las, de achá-las belas e inteligentes. E, com o tempo, eu acabei arranjando minhas próprias amigas ou elas me arranjaram. Eu me tornei tipo a Violette (também de AD), retraída, introvertida. Como eu me mudava muito de colégio, eu nem me esforçava para fazer novos amigos. E sempre me sentava no fundo da sala. Não falava com ninguém e ninguém falava comigo. Sempre assim. Mas isso mudou quando eu fui para o colégio Delfina. Lá, os alunos são muito maluquinhos. kkk. - Saudades -. Algumas garotas da sala me acharam esquisita demais e até esnobe e decidiram se aproximar de mim para descobrirem qual era a minha. No começo, eu levei um susto! Imagine só, uma garota tímida que sempre fora esnobada pelas outras garotas em todos os colégios, de repente se ver cercada por garotas com olhares curiosos.
   Eu nem sabia o que pensar daquelas garotas: Jéssica estava sempre falando alto e grosso. Batendo portas e esmurrando mesas. Eu pensava que ela era uma bad girl, encrenqueira e provavelmente lésbica (só uma lésbica olharia uma revista pornô e diria que aquelas mulheres nuas são gostosas).
   Francineide era e é tão feia que assustava até o diabo. Fora que ela era atiradinha como a Debrah (eu sei que tô viciada em AD, não precisa dizer nada!) e mentirosa pra caralho (não repitam isso, crianças senão seus pais vão proibir vocês de lerem o que eu escrevo).
Joice era bem humorada, mas bastante reservada. Fazia o tipo estudiosa e calada.
Leticia era quietinha também, mas bem levadinha e brincalhona.
Ana Carla sempre foi doida de pedra (mas no bom sentido, porque ela é uma garota muito legal e tem um grande coração).
     
     Levou cerca de dois meses até que elas conseguissem me "puxar" para o grupo delas. E não foi nada fácil, mas elas não desistiram de mim. Puxavam conversa, pediam lápis e borracha emprestados - mesmo não precisando - e insistiam para que eu as acompanhasse durante o recreio.
   Conforme nos aproximamos, eu percebi o quanto as aparências enganam e que quem vê cara não vê coração. Jéssica, na verdade, era um docinho. Ela só fingia ser uma garota má para que os outros a respeitassem. E ela gostava muito de mim. Eu também gostava muito dela, embora, me sentisse confusa e não entendesse o que realmente sentíamos uma pela outra. Ela me tratava de uma forma especial e no mínimo suspeita para uma simples melhor amiga. Teve uma vez em que ela me mandou uma carta e várias folhas com poemas românticos. Embora tudo aquilo fosse muito fofo, eu minhas outras amigas suspeitamos que Jéssica estava apaixonada por mim e que aquilo era uma declaração por parte dela. 
   Eu me senti muito estranha. Não via as lésbicas e os gays como eu os vejo hoje. Havia um tabu muito grande naquela época e ser gay era um GRANDE pecado. Eu era católica - ou quase - e o grande sonho da minha vida era ser freira. 
   Guardei um poema, em especial de Jéssica e entreguei a carta e os outros poemas à Francineide. Ela insistiu para que eu os desse a ela e como ela colecionava minhas fics sobre elfos e minhas composições, eu achei que ela seria a pessoa certa para guardar aquele segredo. Apesar de anos depois, nos tornamos inimigas, ela manteve isso oculto.
   Jéssica me perguntou sobre o que eu achara da carta e dos poemas. Eu disse que gostara, mas não demonstrei a ela que percebera sua real intenção por trás de tudo aquilo. Ela pareceu chateada, mas ficou por isso mesmo. O fato é que nunca mais a vi da mesma forma e sempre sentia algo estranho quando ela estava muito próxima a mim ou me abraçava. Eu temia que ela se declarasse.
      Quando Jéssica disse que ia se mudar para outra cidade, eu fiquei triste. Mas, no fundo, senti um grande alívio. 
  No dia em que ela partiu, todas as minhas amigas saíram do colégio e foram se despedir dela - ela morava na esquina -. Todas menos eu. Eu queria me despedir dela mais que tudo no mundo, mas não consegui. Tive medo de que ela me beijasse e finalmente se declarasse - Jéssica era tão maluquinha que seria bem capaz de fazer isso -. Anos mais tarde, eu arrependi de ter sido tão burra. Nós duas poderíamos ter vivido algo lindo, secreto e proibido. Mas eu fui covarde e preconceituosa!
    
Tila e Kristy em A Shot At Love
  Quando voltei para Campo Grande (o colégio Delfina fica em Nova Alvorada), descobri um mundo novo. Passei a ver a MTV e assisti um programa chamado "Beijando o sapo". Nesse programa, eu vi duas mulheres lindas se beijando. Eu juro por Deus, que achei aquilo a coisa mais linda do mundo. Me senti culpada por ter aquele pensamento e rezei muito para que Deus afastasse aquilo da minha cabeça e do meu coração. 
    Tempos depois, estreou um programa chamado "A shot at love", com Tila Tequila. Nesse programa, eu entendi o que estava acontecendo comigo e que há anos eu vinha negando. Eu percebi que sempre gostei de garotas de uma forma diferente e especial. Mas tive muito medo de contar aquilo à minha família.
   Mas vendo a segurança que a Tila tinha e a forma como ela sempre aconselhava os outros a se abrirem para a sua família e contarem o que sentiam, eu decidi ter uma conversa séria com minha mãe. Eu preferi não usar a palavra "lésbica" por ser muito forte para algumas pessoas, e usei a palavra "bissexual".
   Depois de ouvir tudo o que eu disse, minha mãe ficou pensativa.
Tive medo que ela brigasse comigo ou até mesmo me batesse. Eu só tinha 14 anos e foi muito difícil para mim, falar isso para ela. Mas ela entendeu e aceitou isso muito bem. Bem até demais. Minha mãe sempre foi muito apegada a mim e aos meus irmãos e sempre morreu de medo que nós nos casássemos e a abandonássemos. Por isso, ela ficou mais tranquila ao saber que pelo menos eu não iria embora. Claro, com essa história de casamento gay, ela tem estado encucada. Mas aí, é outra história. haha.
   Antes de me assumir, eu sentia uma sensação desconfortável sempre que olhava para as lésbicas. Eu reprimia o que eu sabia que no fundo eu era. Mas hoje isso mudou. Sempre que eu vejo lésbicas pelas ruas, caminhando de mãos dadas e trocando beijos, eu sorrio. Orgulhosa e, às vezes, até me emociono. Eu sou romântica. XD.
   Claro que, ser bissexual pode ser muito confuso às vezes. E tem dias que eu amo os garotos e odeio as garotas. Mas na maioria das vezes, eu amo as garotas e odeio os garotos.
   Não me dou mais tão bem com o sexo oposto desde que esse passou a me ver com olhos maliciosos. Mas ainda admiro a força e a coragem dos garotos e dos homens. 
  Amo ser uma garota e sou muito vaidosa. Esse lance de que toda lésbica tem de ser masculina e feia, é mentira. Claro que algumas garotas se sentem bem se vestindo como garotos. Eu também gosto de usar jeans e camiseta e ficar sem maquiagem às vezes. Mas só às vezes. Eu gosto de usar saias, vestidos e me maquiar. É justamente por ser mulher e amar outras mulheres que eu me valorizo. Que amo ser uma garota!
   
  Outra coisa sobre lésbicas que as pessoas dizem é que elas são lascivas e dão em cima de qualquer mulher. Pura mentira! Eu, pelo menos não sou assim e sou HIPER seletiva. Não me apaixono por qualquer pessoa e não confundo as coisas. Não gosto de garotas mais jovens e inexperientes. Não é preconceito. Eu só acho que quando se é muito jovem, ainda não se tem certeza de nada. Nada está definido e as coisas podem mudar de repente. Não quero me arriscar a me relacionar com uma garota mais jovem e amanhã ou depois ser trocada por um homem. Isso seria horrível! 
    Eu gosto mais de garotas que de garotos. Não vou mentir, no fundo, ainda sonho com um príncipe encantado. Mas sou realista. O que vier primeiro, se príncipe ou princesa, estou pegando. Porque o verdadeiro amor independe de cor, raça e sexo.

Eu mato cachorro a grito

 
Oi, queridos leitores maluquinhos? Como vão? Melhor que eu, espero. Antes que perguntem, estou bem... Bem ASSUSTADA, mas Bem. :)
   Tudo começou ontem, à noite, quando eu saí para fazer compras com a minha mãe. Durante o caminho todo eu fiquei pegando no pé dela, dizendo que assim que nos mudássemos de casa eu queria e precisava ter um gatinho de estimação. O único problema é que meu irmão Danilo quer um rottweiler. E meu irmão André já tem um pitt bull. Logicamente, quando nos mudarmos, o André e seu cachorro vão ficar nessa casa, onde vivemos atualmente. Mas o Danilo... Não vou deixar ele ter um bicho que vai matar o meu! Por que ele não poderia desejar um periquito como o nosso irmão Thiago? (tá, eu sei que o meu gato poderia comer o pássaro dele, mas isso é outra história...).
  Eu decidi que não vou comprar um gato! Vou adotar um. Tem tantos gatinhos abandonados na rua... Tadinhos! Quando eu morar sozinha (daqui há um bilhão de anos), vou levar todos os gatos que encontrar para minha casa. É... Vou ser a velha dos gatos! kkk.
   Mas, enfim... Eu estava voltando para a casa com minha mãe quando demos de cara com um gato preto. Ele era sequinho. Tadinho! E tinha os olhinhos amarelos. Quando eu o vi, gritei. Assustada! Ninguém espera dar de cara com um gato preto, à noite (nem uma bruxa, como eu). O gato também assustou e até ergueu o rabo e arregalou os olhos.
- Que bonitinho! Poderíamos levá-lo se já tivéssemos nos mudado. - Disse a minha mãe. - Ele está sequinho assim de tanto passar fome. Coitadinho!
  Eu fiquei tão assustada que nem fiz questão de tocar o gato. Disse apenas para mim não dar confiança a ele senão ele nos seguiria e já estávamos perto de casa.
  Assim que estávamos passando na frente de outra casa, dois pinscher (é assim que escreve?) latiram e eu quase infartei. Ôh, mania que esses bichos tem de me assustar. Uma vez, dei de cara com um cachorro e gritei porque achei que ele fosse perigoso. O coitado saiu correndo como se tivesse visto o diabo!

Pesadelo

  Estou aqui, mais uma vez... Tentando juntar os cacos e colá-los. 
Aquela dor voltou. 
Estou tentando ser forte e não chorar, mas não é fácil. 
Isso não passa... Sempre volta mais forte quando acredito ter superado.
Vivo um inferno! Quem estou tentando enganar quando sorrio e digo que está tudo bem? Não está nada bem. E o pior é que ninguém entende. Todos pensam que sou uma garota mimada, cujas preocupações são tolices de garotas. Se eles soubessem o que realmente se passa aqui dentro... O que sinto... O que temo... Se eles quisessem deitar, fechar os olhos e adormecer sem ter pesadelos, mas não conseguissem... Será que me entenderiam? Se eles se sentissem inúteis e, pudessem ajudar os outros, mas nunca a eles mesmos... Será que entenderiam? Se só fizessem besteiras... Se lutassem contra a vontade de dar um fim a tudo isso... Será que me entenderiam?
     Que fardo o meu! Tenho de dar palavras de consolo a todos quando não consigo consolar a mim mesma.
   Por mais que eu tente esquecer, 'aquilo' ainda permanece gravado em minha mente e eu não consigo esquecer. 
   Às vezes, eu só queria deixar o mau entrar... Talvez, fosse mais fácil se entregar às trevas que lutar contra elas, mas eu não consigo. Tem algo dentro de mim que me impede de ser má. 
  Eu não sei até quando resistirei a essa luta sem sentido. Sinto minha força, minha convicção e minha alegria se desvanecendo a cada dia. Ninguém se importa. Ninguém consegue ler nas entrelinhas e ouvir meu pedido de socorro. 
     Mesmo quando ele não está por perto, eu tenho medo. Eu vivo com medo. Essa é minha vida. E o pior é que nem posso me matar, se não o encontraria no inferno.
   A cada dia, fica mais difícil se esconder... E não há para onde fugir. Ele está bem atrás de mim, me observando das sombras. ©

Atrevidas


Hoje, quero falar de música. Falo muito sobre esse tema com minhas amigas. Amo música desde pequena e sou apaixonada por Glee! Inclusive, sempre tive de vontade de cantar em um coral! Quando eu era mais jovem, na época em que Rebelde estreou pela primeira vez no Brasil, minhas amigas e eu criamos um grupo, autointitulado como "Atrevidas", porque éramos mesmo atrevidas. rsrs. Nossas mães e, mesmo os professores viviam dizendo: "Que garota atrevida! Que garota atrevida". Acabou pegando! Não éramos um grupo profissional e éramos bem instáveis, substituindo integrantes sempre, sendo que as vocalistas principais éramos Leticia Gonçalvez e eu. Cantamos num concurso que teve no colégio e também na rádio local. Lembro que, apesar de ter ensaiado por meses, fiquei muito nervosa quando subi no palco pela primeira vez. Para piorar a situação, os gatinhos que eu amava na época estavam ali para me assistir. Anselmo, meu primeiro grande amor, era alto, branco, com olhos castanhos e cabelos negros - sempre o achei parecido com o Kevin do BSB -, estava sentado na primeira fileira, durante o show, fiquei bem pertinho dele. Hugo, branco, loiro, com cabelos longos e olhos azuis - igualzinho ao Legolas de O Senhor Dos Anéis -, estava um pouco mais distante, mas não muito. Tinha também o canalha do João, moreno, alto, bonito e sensual, com olhos verdes e sorriso malicioso. Minhas amigas e eu ficamos no banheiro. Estávamos tão nervosas que queríamos desistir. Mas, logo nos chamaram e tivemos de subir no palco. Cantamos a música "Tenerte Y Quererte", de RBD. Foi um desafio e tanto cantar em espanhol, já que não dominávamos bem o idioma. Eu errei o refrão, mas, esperta, disfarcei e ninguém percebeu, além dos jurados, claro. Enquanto cantava, todos me aplaudiam e assobiavam, para minha surpresa. Achei que minha voz estava péssima, mesmo, eu sendo boa em imitar a voz de Dulce Maria. Não consegui cantar de cabeça erguida nem dançar como planejado porque aqueles boys magia me deixaram desconcertada. Eu tinha os três ali tão perto e não conseguia encarar nem um, nem outro. Teria sido um mico se eu não tivesse cantado bem e não estivesse usando uma roupa sexy. Anselmo cantou também e eu quase tive um treco quando o vi tocando violão e cantando sertanejo. Deus! Ele era e é tão lindo! Não ganhamos o concurso, mas, nossas colegas nos elogiaram e eu recebi muitas cantadas baratas. Claro que, não dei bola a ninguém. Meu coração já tinha dono e isso está parecendo uma fanfic (opa, e é mesmo uma fanfic). Quando cantamos na rádio perdemos por um ponto, ficando em segundo lugar. Foi emocionante! À essa altura, Atrevidas estava reduzida a uma dupla, integrada por Lety (Leticia) e eu. Foi a última vez que cantei com aquela que um dia, foi minha melhor amiga. E, também, a última oportunidade desperdiçada de me declarar a Anselmo. Voltei para Campo Grande e o tempo passou... Não tenho mais grupo e desisti de ser cantora. No entanto, nunca deixei de amar a música e, até hoje, componho canções. Nunca me senti à vontade para expor minhas letras a ninguém, mas, vendo Glee diariamente, estou criando coragem. Penso em ser compositora, além de escritora. Mas, vamos ver, né? Não vejo minhas letras nas vozes de certos cantores.... Vou expor algumas de minhas composições vez ou outra. Espero que gostem porque todas elas refletem um momento importante de minha vida. Sempre transformei dor e tristeza em arte, através da música ou de meus textos. Em breve, pretendo aprender a tocar teclado e piano para que eu mesma possa interpretar minhas canções. Não ambiciono ser uma cantora famosa. Só quero cantar porque a música faz parte de mim.